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   Aprender a Viver O DESEJO MAIOR E A VIA WEB Entre aquilo que sonhamos alcançar e a coragem de abrir caminhos onde ainda não existem estradas Por Hiran de Melo RESUMO (ABSTRACT) O presente ensaio reflete sobre a relação entre desejo, iniciativa, transformação existencial e construção de oportunidades, tomando como referência a trajetória da jovem nigeriana Rachel Ojuru, que, diante da rejeição no mundo da moda, criou, com a colaboração de uma amiga, sua própria passarela numa rua de terra batida, alcançando posteriormente reconhecimento internacional. A partir dessa experiência, o texto distingue os desejos passageiros daqueles que se tornam direções existenciais, capazes de orientar escolhas e impulsionar transformações. A Via Web é apresentada como metáfora dos caminhos construídos por meio das conexões, da colaboração e da circulação de iniciativas, destacando que a tecnologia amplia possibilidades, mas não substitui o trabalho, o compromisso e a ação humana. O en...
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  Aprender a Viver O Que a Areia Esconde Uma manhã em João Pessoa, entre a memória, as imagens e a descoberta da vida Por Hiran de Melo Resumo (Abstract) O ensaio O Que a Areia Esconde apresenta uma reflexão existencial sobre a memória, a finitude, a experiência e os limites da percepção humana, a partir de observações realizadas durante uma manhã em João Pessoa. Uma visita ao cemitério, motivada por uma necessidade burocrática relacionada ao túmulo da companheira falecida, transforma-se em oportunidade de reencontro com as lembranças e de descoberta de novos sentidos para a existência. Na praia, cenas cotidianas — pessoas concentradas na produção de imagens, uma criança que supera a resistência inicial ao contato com o mar e pombos que procuram alimento sob a areia — suscitam questionamentos sobre a busca por reconhecimento, o aprendizado pela experiência e a insuficiência das primeiras interpretações. Sem condenar os recursos tecnológicos nem pretender conhecer as motivações alhe...
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  SOMBRAS E MEDOS A MÃO FECHADA E OS OLHOS ABERTOS Sobre aquilo que nos aprisiona por dentro e aquilo que nos torna cúmplices por fora Por Hiran de Melo Resumo (Abstract) O ensaio aproxima a metáfora da mão fechada em torno de uma faca, que representa a dificuldade de abandonar aquilo que nos fere, da cegueira coletiva retratada por José Saramago em Ensaio sobre a Cegueira . A partir dessas imagens, reflete sobre as contradições humanas, os vínculos emocionais destrutivos, os mecanismos de autoengano e a indiferença diante das injustiças sociais. Argumenta que reconhecer o sofrimento não significa, necessariamente, estar disposto a transformá-lo, assim como enxergar uma injustiça não implica assumir responsabilidade diante dela. A liberdade é compreendida como um processo que exige consciência, participação, disposição para rever escolhas e coragem para romper com padrões que perpetuam o sofrimento individual e coletivo. Sem ignorar os limites pessoais e as condições sociai...