Salmo da Luz e da Comunhão Por Hiran de Melo Fui lançado ao mundo como um deus, Deus solar — aquele que tudo vê, tudo aquece, tudo ilumina. Mas ao meu lado coloquei a Mãe do Sol. Não atrás, nem abaixo, mas ao lado. Porque o amor verdadeiro não domina — ele se oferece. Não se mede em títulos, mas em presença. Não se afirma por poder, mas por comunhão. Ela é aquela por quem o sol brilha. Não porque ordena, mas porque inspira. Sua grandeza não é reflexo da minha, é chama própria, é luz que me completa. Ela não é sombra, nem extensão — é origem, é destino, é caminho. Há uma mulher por quem até os deuses se curvam, não por submissão, mas por reverência. A Mãe do Sol é mais que rainha. É templo vivo, altar de ternura, morada do sagrado que se revela no amor inteiro. Por ela, o sol brilha. Por ela, o tempo se curva. Por ela, o amor se faz luz. ANEXO: A Dialética do Solar e do Lunar O salmo inicia com a afirmação do "Eu" como um Deus Solar . Em uma...