A Multiplicidade na Manifestação da Amizade

Por Hiran de Melo

Uma amiga perguntou à outra, com um sorriso curioso: Ei, quantos tipos de irmãos você acha que existem?

ü Quatro, minha querida.

ü Tem aqueles irmãos que são como comida: você precisa deles todos os dias. Eles são parte da sua rotina, como o pão quentinho que conforta e dá força.

ü Tem os que são como remédio: você só procura quando está mal, mas eles sempre chegam com cuidado e carinho, trazendo alívio e cura.

ü Tem os que são como doença: aparecem sem você querer, e às vezes incomodam. Mas, no fundo, até eles nos ensinam algo — sobre paciência, sobre limites, sobre crescer.

ü E tem os irmãos que são como o ar: você nem percebe, mas eles estão sempre ali, silenciosos e constantes, sustentando sua vida sem pedir nada em troca.

Comentários ternos

Quando a amiga fala desses quatro tipos de irmãos, ela não está pensando apenas nos laços de sangue. Ela fala das diferentes formas de presença que encontramos ao longo da vida. Cada irmão é uma metáfora de como o outro se revela em nossa existência: às vezes como necessidade, às vezes como cuidado, às vezes como desafio, às vezes como presença discreta e fiel.

Ø  Irmãos como alimento — São aqueles que nos nutrem com sua companhia diária. Como o pão de cada manhã, eles nos lembram da força que vem da constância e da simplicidade.

Ø  Irmãos como remédios — São buscados nos momentos de dor. Sua presença é bálsamo, lembrando que o cuidado mútuo é parte essencial da vida.

Ø  Irmãos como doenças — Não os escolhemos, mas eles nos encontram. Representam os desafios inevitáveis que nos fazem crescer e nos lembram da nossa humanidade.

Ø  Irmãos como o ar — Invisíveis, mas indispensáveis. São aqueles cuja presença silenciosa nos acompanha sempre, mesmo sem ser notada. Eles nos recordam que nunca estamos sozinhos.

Conclusão

Os irmãos — de sangue ou de coração — são mais do que pessoas próximas. Eles são modos de revelação do ser, espelhos da nossa própria caminhada. Eles nos ensinam que existir é sempre coexistir, e que a verdadeira fraternidade se manifesta na diversidade de formas como o outro se faz presente em nossa vida.

No fim, cada irmão é um presente: uns nos alimentam, outros nos curam, alguns nos desafiam, e outros simplesmente nos sustentam. E todos, de algum jeito, nos ajudam a ser quem somos.

Agradecimentos:

Ao amado irmão Eugênio Sobral por ter nos enviado um artigo do site ÁTRIO DO SABER - MAÇONARIA & AMORC/CIÊNCIAS & FILOSOFIAS que trata deste tema entre maçons e nos motivou a produzir o atual de uma forma mais abrangente.

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