O Eterno experimentando a vida

Versão Existencialista

Por Hiran de Melo

O Altíssimo não é uma entidade distante, mas o próprio fundamento que sustenta o teu ser. Ele não se confunde com corpo ou alma, pois é anterior a qualquer definição. É o horizonte silencioso que torna possível cada batida do coração.

O Santuário do Meio: O lugar do Ser

A identidade humana não se esgota nas funções biológicas nem nas emoções que nos atravessam. Corpo e alma são modos de presença, mas não o núcleo. O centro é o espaço onde o Ser se revela, não como objeto, mas como abertura.

Ø  O corpo é a finitude que nos coloca no mundo, delimitando nossa experiência.

Ø  A alma é o campo das vivências, das memórias e afetos que nos movem.

Ø  O espírito é o instante em que o tempo se suspende, onde o originário continua a se dar.

O Pulsar que não é nosso

A vida não é algo que controlamos por completo. O coração pulsa sem depender da nossa vontade. Esse movimento gratuito é a marca de que não somos apenas agentes, mas também receptores de uma força maior. Somos vividos por aquilo que nos transcende.

A Presença que sustenta

O centro não se impõe com ruído, mas se manifesta como silêncio. Não é conceito, mas condição. Quando o corpo se aquieta e a alma se acalma, resta apenas a clareira: o “Eu Sou” que não depende das circunstâncias.

O Eterno em experiência

Habitar esse núcleo transforma a perspectiva. Não somos seres finitos tentando alcançar o espiritual; somos o Eterno que se experimenta na finitude. O corpo e a alma tornam-se instrumentos de manifestação, enquanto o centro permanece como a fonte inesgotável.

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