O Eterno experimentando a vida

Versão Religiosa

Por Hiran de Melo

O Altíssimo é o princípio divino que habita o centro do teu ser. Não é tua alma, nem teu corpo. É a eternidade que faz pulsar o teu coração.

Essa é uma provocação poderosa que nos leva diretamente à antropologia bíblica e mística. Para desenvolver essa ideia, precisamos entender que o ser humano não é um "bloco único", mas uma cebola de camadas que esconde um núcleo de puro brilho.

Aqui está um desenvolvimento desse pensamento, mergulhando na distinção entre o que "temos" e o que "somos":

O Santuário do Meio: Onde o Eterno Repousa

Muitas vezes confundimos nossa identidade com nossas ferramentas. Dizemos "meu corpo dói" ou "minha alma está triste", revelando que somos os donos dessas instâncias, mas não a própria instância. O Altíssimo, como princípio divino, habita um "lugar" que a psicologia não alcança e a medicina não toca: o Coração do Coração.

1. Além da Biologia e da Emoção

O corpo é o templo, a alma é o altar, mas o Altíssimo é a Luz que habita o Santo dos Santos.

Ø O Corpo é finitude, o limite necessário para estarmos no mundo.

Ø A Alma (psiquismo) é o campo das emoções, memórias e desejos — um mar que por vezes se agita.

Ø O Espírito (o centro) é onde o tempo para. É o ponto de contato onde o sopro original ainda está acontecendo agora.

2. O Motor da Vida: A Pulsação Gratuita

Se o coração pulsa, não é por um esforço da nossa vontade. Há uma "Vontade Maior" que nos mantém vivos enquanto dormimos. Esse pulsar é a frequência da Eternidade traduzida em ritmo biológico. Reconhecer o Altíssimo no centro do ser é perceber que somos "vividos" por Ele.

3. A Presença Silenciosa

Esse princípio não grita; Ele sustenta. Ele não é uma ideia sobre a qual pensamos, mas a Presença a partir da qual percebemos tudo o mais. Quando silenciamos o corpo e acalmamos a alma, o que sobra é esse "Eu Sou" que brilha no centro, imune às crises do mundo exterior.

Viver a partir desse centro muda tudo. Você deixa de ser um corpo que tenta ter uma experiência espiritual e passa a ser o Eterno experimentando a vida através de um corpo e de uma alma.

O Eterno experimentando a vida

Versão Religiosa

Por Hiran de Melo

O Altíssimo é o princípio divino que habita o centro do teu ser. Não é tua alma, nem teu corpo. É a eternidade que faz pulsar o teu coração.

Essa é uma provocação poderosa que nos leva diretamente à antropologia bíblica e mística. Para desenvolver essa ideia, precisamos entender que o ser humano não é um "bloco único", mas uma cebola de camadas que esconde um núcleo de puro brilho.

Aqui está um desenvolvimento desse pensamento, mergulhando na distinção entre o que "temos" e o que "somos":

O Santuário do Meio: Onde o Eterno Repousa

Muitas vezes confundimos nossa identidade com nossas ferramentas. Dizemos "meu corpo dói" ou "minha alma está triste", revelando que somos os donos dessas instâncias, mas não a própria instância. O Altíssimo, como princípio divino, habita um "lugar" que a psicologia não alcança e a medicina não toca: o Coração do Coração.

1. Além da Biologia e da Emoção

O corpo é o templo, a alma é o altar, mas o Altíssimo é a Luz que habita o Santo dos Santos.

Ø O Corpo é finitude, o limite necessário para estarmos no mundo.

Ø A Alma (psiquismo) é o campo das emoções, memórias e desejos — um mar que por vezes se agita.

Ø O Espírito (o centro) é onde o tempo para. É o ponto de contato onde o sopro original ainda está acontecendo agora.

2. O Motor da Vida: A Pulsação Gratuita

Se o coração pulsa, não é por um esforço da nossa vontade. Há uma "Vontade Maior" que nos mantém vivos enquanto dormimos. Esse pulsar é a frequência da Eternidade traduzida em ritmo biológico. Reconhecer o Altíssimo no centro do ser é perceber que somos "vividos" por Ele.

3. A Presença Silenciosa

Esse princípio não grita; Ele sustenta. Ele não é uma ideia sobre a qual pensamos, mas a Presença a partir da qual percebemos tudo o mais. Quando silenciamos o corpo e acalmamos a alma, o que sobra é esse "Eu Sou" que brilha no centro, imune às crises do mundo exterior.

Viver a partir desse centro muda tudo. Você deixa de ser um corpo que tenta ter uma experiência espiritual e passa a ser o Eterno experimentando a vida através de um corpo e de uma alma.

ANEXO

O Eterno e o Centro do Ser

Introdução

Na tradição maçônica, buscamos sempre compreender os símbolos que apontam para verdades mais profundas. Os dois textos de Hiran de Melo — um de inspiração existencialista e outro de caráter religioso — oferecem duas lentes distintas para pensar o mesmo mistério: o Eterno experimentando a vida.

Duas Perspectivas

Texto 01 – Versão Existencialista

Tom: filosófico, reflexivo, voltado à ontologia.

Imagem central: o Ser como clareira silenciosa.

Mensagem: não somos apenas seres finitos tentando alcançar o espiritual; somos o próprio Eterno que se manifesta na finitude.

Símbolo maçônico em diálogo: a busca pela Luz interior, que não é conceito, mas condição de ser.

Texto 02 – Versão Religiosa

Tom: místico, inspirado na tradição bíblica.

Imagem central: corpo como templo, alma como altar, espírito como Santo dos Santos.

Mensagem: o Altíssimo habita o núcleo humano, sustentando a vida como Presença silenciosa.

Símbolo maçônico em diálogo: o Templo interior, onde o Grande Arquiteto repousa e ilumina.

Pontos de Convergência

Ambos reconhecem que corpo e alma são instrumentos, não o núcleo.

Ambos afirmam que o centro é o espaço onde o Eterno se revela.

Ambos destacam o silêncio como condição para perceber o “Eu Sou”.

Pontos de Divergência

Existencialista: vê o núcleo como abertura ontológica, fundamento do Ser.

Religioso: vê o núcleo como morada divina, presença do Altíssimo.

Em termos maçônicos:

O primeiro dialoga com a filosofia e a busca racional pela verdade.

O segundo dialoga com a espiritualidade e a vivência simbólica do Sagrado.

Aplicação Maçônica

Para o maçom, esses textos podem ser lidos como duas colunas que sustentam o mesmo templo interior:

A Coluna da Sabedoria (existencialista) → reflexão filosófica sobre o Ser.

A Coluna da Força (religiosa) → vivência espiritual do Altíssimo.

Unidas, ambas conduzem à Coluna da Beleza, que é a experiência plena do Eterno na vida cotidiana.

Conclusão

O ensinamento que emerge é claro:

Não somos apenas corpo e alma.

O centro é o lugar onde o Eterno se manifesta — seja como fundamento ontológico ou como presença divina.

O trabalho maçônico consiste em silenciar o ruído, acalmar a alma e abrir-se ao núcleo luminoso, onde o “Eu Sou” resplandece.

Assim, o maçom aprende que sua jornada não é apenas racional ou devocional, mas uma síntese: o Eterno experimentando a vida através da obra humana.


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