O Eterno experimentando a vida
Versão Religiosa
O Altíssimo é o princípio
divino que habita o centro do teu ser. Não é tua alma, nem teu corpo. É a
eternidade que faz pulsar o teu coração.
Essa
é uma provocação poderosa que nos leva diretamente à antropologia bíblica e
mística. Para desenvolver essa ideia, precisamos entender que o ser humano não
é um "bloco único", mas uma cebola de camadas que esconde um núcleo
de puro brilho.
Aqui
está um desenvolvimento desse pensamento, mergulhando na distinção entre o que
"temos" e o que "somos":
O Santuário do Meio: Onde o Eterno Repousa
Muitas
vezes confundimos nossa identidade com nossas ferramentas. Dizemos "meu
corpo dói" ou "minha alma está triste", revelando que somos os
donos dessas instâncias, mas não a própria instância. O Altíssimo, como
princípio divino, habita um "lugar" que a psicologia não alcança e a
medicina não toca: o Coração
do Coração.
1. Além da Biologia e da Emoção
O
corpo é o templo, a alma é o altar, mas o Altíssimo é a Luz que habita o Santo
dos Santos.
Ø O
Corpo é finitude, o limite necessário para estarmos no mundo.
Ø A
Alma (psiquismo) é o campo das emoções, memórias e desejos — um mar que por
vezes se agita.
Ø O
Espírito (o centro) é onde o tempo para. É o ponto de contato onde o sopro
original ainda está acontecendo agora.
2. O Motor da Vida: A Pulsação Gratuita
Se
o coração pulsa, não é por um esforço da nossa vontade. Há uma "Vontade
Maior" que nos mantém vivos enquanto dormimos. Esse pulsar é a frequência
da Eternidade traduzida em ritmo biológico. Reconhecer o Altíssimo no centro do
ser é perceber que somos "vividos" por Ele.
3. A Presença Silenciosa
Esse
princípio não grita; Ele sustenta. Ele não é uma ideia sobre a qual pensamos,
mas a Presença a partir da qual percebemos tudo o mais. Quando silenciamos o
corpo e acalmamos a alma, o que sobra é esse "Eu Sou" que brilha no
centro, imune às crises do mundo exterior.
Viver
a partir desse centro muda tudo. Você deixa de ser um corpo que tenta ter uma
experiência espiritual e passa a ser o Eterno experimentando a vida através de
um corpo e de uma alma.
O Eterno experimentando a vida
Versão Religiosa
O Altíssimo é o princípio
divino que habita o centro do teu ser. Não é tua alma, nem teu corpo. É a
eternidade que faz pulsar o teu coração.
Essa
é uma provocação poderosa que nos leva diretamente à antropologia bíblica e
mística. Para desenvolver essa ideia, precisamos entender que o ser humano não
é um "bloco único", mas uma cebola de camadas que esconde um núcleo
de puro brilho.
Aqui
está um desenvolvimento desse pensamento, mergulhando na distinção entre o que
"temos" e o que "somos":
O Santuário do Meio: Onde o Eterno Repousa
Muitas
vezes confundimos nossa identidade com nossas ferramentas. Dizemos "meu
corpo dói" ou "minha alma está triste", revelando que somos os
donos dessas instâncias, mas não a própria instância. O Altíssimo, como
princípio divino, habita um "lugar" que a psicologia não alcança e a
medicina não toca: o Coração
do Coração.
1. Além da Biologia e da Emoção
O
corpo é o templo, a alma é o altar, mas o Altíssimo é a Luz que habita o Santo
dos Santos.
Ø O
Corpo é finitude, o limite necessário para estarmos no mundo.
Ø A
Alma (psiquismo) é o campo das emoções, memórias e desejos — um mar que por
vezes se agita.
Ø O
Espírito (o centro) é onde o tempo para. É o ponto de contato onde o sopro
original ainda está acontecendo agora.
2. O Motor da Vida: A Pulsação Gratuita
Se
o coração pulsa, não é por um esforço da nossa vontade. Há uma "Vontade
Maior" que nos mantém vivos enquanto dormimos. Esse pulsar é a frequência
da Eternidade traduzida em ritmo biológico. Reconhecer o Altíssimo no centro do
ser é perceber que somos "vividos" por Ele.
3. A Presença Silenciosa
Esse
princípio não grita; Ele sustenta. Ele não é uma ideia sobre a qual pensamos,
mas a Presença a partir da qual percebemos tudo o mais. Quando silenciamos o
corpo e acalmamos a alma, o que sobra é esse "Eu Sou" que brilha no
centro, imune às crises do mundo exterior.
Viver
a partir desse centro muda tudo. Você deixa de ser um corpo que tenta ter uma
experiência espiritual e passa a ser o Eterno experimentando a vida através de
um corpo e de uma alma.
ANEXO
O
Eterno e o Centro do Ser
Introdução
Na
tradição maçônica, buscamos sempre compreender os símbolos que apontam para
verdades mais profundas. Os dois textos de Hiran de Melo — um de inspiração existencialista
e outro de caráter religioso — oferecem duas lentes distintas para pensar o
mesmo mistério: o Eterno experimentando a vida.
Duas Perspectivas
Texto 01 – Versão Existencialista
Tom:
filosófico, reflexivo, voltado à ontologia.
Imagem
central: o Ser como clareira silenciosa.
Mensagem:
não somos apenas seres finitos tentando alcançar o espiritual; somos o próprio
Eterno que se manifesta na finitude.
Símbolo maçônico em diálogo:
a busca pela Luz interior, que não é conceito, mas condição de ser.
Texto 02 – Versão Religiosa
Tom:
místico, inspirado na tradição bíblica.
Imagem
central: corpo como templo, alma como altar, espírito como Santo dos Santos.
Mensagem:
o Altíssimo habita o núcleo humano, sustentando a vida como Presença
silenciosa.
Símbolo maçônico em diálogo:
o Templo interior, onde o Grande Arquiteto repousa e ilumina.
Pontos de Convergência
Ambos
reconhecem que corpo e alma são instrumentos, não o núcleo.
Ambos
afirmam que o centro é o espaço onde o Eterno se revela.
Ambos
destacam o silêncio como condição para perceber o “Eu Sou”.
Pontos de Divergência
Existencialista:
vê o núcleo como abertura ontológica, fundamento do Ser.
Religioso:
vê o núcleo como morada divina, presença do Altíssimo.
Em termos maçônicos:
O
primeiro dialoga com a filosofia e a busca racional pela verdade.
O
segundo dialoga com a espiritualidade e a vivência simbólica do Sagrado.
Aplicação Maçônica
Para
o maçom, esses textos podem ser lidos como duas colunas que sustentam o mesmo
templo interior:
A
Coluna da Sabedoria (existencialista) → reflexão filosófica sobre o Ser.
A
Coluna da Força (religiosa) → vivência espiritual do Altíssimo.
Unidas,
ambas conduzem à Coluna da Beleza, que é a experiência plena do Eterno na vida
cotidiana.
Conclusão
O
ensinamento que emerge é claro:
Não
somos apenas corpo e alma.
O
centro é o lugar onde o Eterno se manifesta — seja como fundamento ontológico
ou como presença divina.
O
trabalho maçônico consiste em silenciar o ruído, acalmar a alma e abrir-se ao
núcleo luminoso, onde o “Eu Sou” resplandece.
Assim,
o maçom aprende que
sua jornada não é apenas racional ou devocional, mas uma síntese: o Eterno experimentando a vida
através da obra humana.
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