O Evangelho Vivo e a Inspiração Maçônica Por Hiran de Melo Na tradição da Maçonaria, especialmente no Grau 32 do Rito Escocês Antigo e Aceito, Jesus de Nazaré é visto não como um dogma, mas como um pensador livre — alguém que rompeu com os muros da tradição para afirmar a vida em sua plenitude. Seu Evangelho não se constrói sobre sacrifícios e sangue, mas sobre gestos que celebram o viver: o cuidado com os frágeis, o acolhimento dos excluídos, a reverência à natureza. Deus, para ele, é o amor que pulsa em tudo o que respira. Essa postura deu origem ao “Caminho”, uma comunidade que não se fechava em fronteiras religiosas, mas se abria ao humano em sua diversidade. O que começou como uma seita, tornou-se universal — chamada de “católica” na linguagem romana. Mas o poder, como sempre, tem fome de controle. No século IV, o Império Romano, em busca de hegemonia, apropriou-se da mensagem e a moldou à sua imagem. O Evangelho, antes livre, foi domesticado. Tornou-se religião oficia...
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Comunicação Cerimonial Venerável Mestre, Demais Dignitários, Amados e Valorosos Irmãos, Reunimo-nos nesta data de profunda significação simbólica para celebrar a Ceia de Endoenças , conforme nos ensina a Tradição Adonhiramita, numa comunhão espiritual que ultrapassa o véu da matéria e nos aproxima da Luz do Grande Arquiteto do Universo. Este rito solene, de raízes antigas e sagradas, evoca a última ceia do Mestre dos Mestres com seus discípulos, mas aqui, na Maçonaria Adonhiramita, assume contornos iniciáticos e universais. Não celebramos uma narrativa dogmática, mas sim o ensinamento eterno da Fraternidade, do Amor Sacrificial e da Humildade , virtudes que sustentam as Colunas do Templo interior. O Mandamento da Fraternidade Recordemos que, conforme a tradição simbólica, naquela noite memorável, o Mestre disse: "Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei." (Evangelho segundo João, XIII:34...
A Graça de amar e sem nada esperar Poeta Hiran de Melo Resolvi sentar-me à beira do instante, no Mais Conveniência, com uma latinha de cerveja entre os dedos. O tempo escorria lento, como espuma que se desfaz, e eu apenas deixava a hora se aproximar — sem urgência, sem cobrança. O sentido da vida talvez seja simples: levantar paredes para abrigar sonhos, escrever palavras que se tornem memória, ensinar filhos a caminhar com passos firmes. Já cumpri esses ritos, e agora me resta o silêncio doce da espera, a partida sem destino certo. Mestre Marçal dizia que amar a companheira é também parte da obra. Mas não falou em ser amado — e nisso havia sabedoria. O amor verdadeiro não pede retorno, não exige moeda de troca. Ele é dádiva, graça pura: como o vento que acaricia sem esperar resposta, como a luz que se derrama sem escolher destino. Assim sigo, entre goles e pensamentos, aprendendo que viver é amar sem medida. E partir será apenas mais um gesto de entrega, suave como o c...
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