O Evangelho Vivo e a Inspiração Maçônica Por Hiran de Melo Na tradição da Maçonaria, especialmente no Grau 32 do Rito Escocês Antigo e Aceito, Jesus de Nazaré é visto não como um dogma, mas como um pensador livre — alguém que rompeu com os muros da tradição para afirmar a vida em sua plenitude. Seu Evangelho não se constrói sobre sacrifícios e sangue, mas sobre gestos que celebram o viver: o cuidado com os frágeis, o acolhimento dos excluídos, a reverência à natureza. Deus, para ele, é o amor que pulsa em tudo o que respira. Essa postura deu origem ao “Caminho”, uma comunidade que não se fechava em fronteiras religiosas, mas se abria ao humano em sua diversidade. O que começou como uma seita, tornou-se universal — chamada de “católica” na linguagem romana. Mas o poder, como sempre, tem fome de controle. No século IV, o Império Romano, em busca de hegemonia, apropriou-se da mensagem e a moldou à sua imagem. O Evangelho, antes livre, foi domesticado. Tornou-se religião oficia...
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A Pertença Feminina na Maçonaria Contemporânea: Reflexões a Partir de “ Campina Grande por Elas ” Ao longo da escada do tempo, onde tantas pedras se perdem no esquecimento do mundo profano, há vozes que guardam a Palavra e conservam a Luz do Oriente — e que, unidas como obreiras do espírito, elevam seus cânticos sobre colunas firmes, ajustando o Compasso aos traços do Esquadro e retomando a Construção do Templo interior, onde mora o sentido mais elevado da Iniciação. Assim é o livro Campina Grande por Elas , idealizado pela professora Yara Macedo Lyra , nossa companheira no Rotary Club Campina Grande, que com mãos firmes e visão generosa, reuniu os relatos de 71 mulheres que entrelaçam, com sua presença e ação, o tecido social de Campina Grande. Mais que biografias, o livro apresenta pequenas constelações de vida. Cada mulher ali é uma estrela que clareia um campo: educação, saúde, direito, cultura, comércio, tecnologia — e tantas outras esferas onde a inte...
Celebramos o Papel Sagrado da Paternidade Por Hiran de Melo Respeitáveis Irmãos, Neste dia em que celebramos o papel sagrado da paternidade, elevemos nossos pensamentos e corações em reverência à missão de ser pai — não como um título, mas como um compromisso contínuo com o aperfeiçoamento humano. Ser pai, sob a perspectiva do iniciado maçom, é muito mais do que prover ou proteger. É educar com humildade, orientar com sabedoria e, sobretudo, aprender com os filhos. Pois aquele que se fecha ao aprendizado, mesmo diante dos mais jovens, não é mestre, mas apenas chefe. E na Maçonaria, buscamos mestres — homens que compreendem que a verdadeira autoridade não nasce do status, mas do saber iluminado pela experiência e pela razão. Educar para a Liberdade e para a Paz A educação que um pai oferece deve estar alicerçada nos valores de uma sociedade democrática: respeito mútuo, escuta ativa e convivência pacífica. O lar é o primeiro templo onde se ...
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