O que somos nós?
Somos buscadores em travessia
Hiran de Melo
Somos
movimento, sopros que se entrelaçam, fluxos que se reinventam a cada instante.
O “nós” não é muralha sólida, mas horizonte aberto, campo fértil de
possibilidades que se expandem como ondas no infinito.
A
simbologia maçônica nos recorda que somos pedras brutas: matéria em
estado de promessa, aguardando o toque da lapidação. Esse trabalho não é mero
acabamento, mas criação contínua, reinvenção do humano. Como raízes que se
espalham em múltiplas direções, o caminho maçônico se abre em conexões vivas —
estudo, fraternidade, ética, espiritualidade — todas entrelaçadas na construção
de um ser mais pleno.
Cada
diferença é potência criadora: cada irmão é único, mas juntos erguem uma obra
coletiva. O vir-a-ser é permanente: nunca estamos prontos, mas sempre em
aperfeiçoamento. O conhecimento é rizomático: expande-se em símbolos, rituais e
experiências que se conectam em direções inesperadas, revelando sentidos
ocultos.
Assim,
“o que somos nós?” pode ser respondido como: somos buscadores em travessia,
pedras que se lapidam, multiplicidades que se iluminam na fraternidade.
Pertencer à Maçonaria é aceitar esse chamado: estudar, transformar-se,
transcender e participar da construção de um templo invisível que pulsa tanto
no íntimo de cada ser quanto na coletividade que nos une.
Somos,
em última essência, o que ousamos tornar-nos — e é na coragem de caminhar
juntos rumo à luz que descobrimos quem realmente somos.
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